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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Bairros de Macapá: SANTA RITA



Um dos bairros de Macapá, abrangendo uma área de 2,2 km2. Segundo o IBGE (2010), moravam no bairro 12.291 habitantes (5.823 homens para 6.468 mulheres) em 3.059 domicílios particulares.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Bairros de Macapá: SANTA INÊS


Um dos bairros de Macapá, abrangendo uma área de 0,7 km2. Segundo o IBGE (2010), moravam no bairro 5.847 habitantes (2.820 homens para 3.027 mulheres) em 1.227 domicílios particulares.


domingo, 14 de dezembro de 2014

Bairros de Macapá: PERPÉTUO SOCORRO


O atual bairro Perpétuo Socorro, em Macapá, foi em outrora o antigo Igarapé das Mulheres, onde as mulheres lavavam as roupas da família ou de suas patroas e tomavam confortáveis banhos, ficando de guarda uma mulher com uma espingarda, chamada de Lazarina, para o caso da aproximação de alguém do “sexo feio” (nome que, no século passado, eram tratados os homens nos festejos do Marabaixo) para espiá-las na hora do banho. O antigo bairro possui três fatores importantíssimos que devem ser levados em conta: o cultural, o econômico e o religioso. Vamos detalhar esses três fatores:


            Aspecto cultural
            O aspecto cultural se caracteriza pela freqüência inicial de vários regatões que vinham, da Ilha do Pará, muitos conduzindo famílias,  tanto para mudança definitiva ao local – em razão da implantação de novo modelo de governo, com o incentivo de terra, educação e trabalho para os que “vinham para ficar” --, como também para negociações de gêneros alimentícios, inicialmente à base do escambo.

Os regatões chegavam, e enquanto os homens desembarcavam as mercadorias e especiarias (frutas, raízes, e produtos na cidade de Belém), as mulheres dos donos de regatões passavam a fazer amizade com as mulheres da cidade, que lavavam roupas todas as manhãs na orla, e nesse bate-papo elas passavam as últimas novidades. Essas noticias eram passadas aos maridos quando vinham do trabalho, e estes compartilhavam-nas com outros cavalheiros que, todas as manhãs, tinham seu ponto obrigatório numa espécie de “Clip Bar”, situado em frente ao Mercado Central, próximo à Fortaleza. Este “Clip Bar” foi desativado, no período da ditadura militar, porque o governador, general Luiz Mendes da Silva, chegou à conclusão de que o local era “perigoso” e as reuniões, pela manhã e pela noite, “contribuíam para o incitamento, à população, de ações que eram contrários aos objetivos verdadeiros da Revolução de 1964”[1]


           
            Aspecto Economico
            Economicamente, a importância do Igarapé das Mulheres era em razão das mercadorias que vinham, em regatões da região das Ilhas, e eram desembarcadas na Beira. Parte delas, constituída de frutas (melancias, goiabas, bacabas, açaí, pupunha, graviola, biriba, etc), raízes (mandioca, macaxeira, batata-doce, cará) e produtos oriundos das mercearias de Belém e Breves (açúcar, arroz, condimentos como pimenta do reino e cuminho etc), assim como produtos de lojas (vestuário, maquiagem etc).[2]

            O marco inicial da produção econômica no setor terciário provocado pelos regatões das Ilhas do Pará no Igarapé das Mulheres, inspirou nas autoridades do setor econômico, principalmente na Agropecuária, a mudar o tipo de agricultura do Território do Amapá, que era à base da subsistência, já que cada família cuidava de seu sustento, e a produção de “fundo de quintal” era trocada com seus vizinhos. Assim, para que o comércio não ficasse totalmente dependente dos regatões que ancoravam no Igarapé das Mulheres, a partir de 1946 vários pesquisadores vindos do Pará elaboraram projetos da área, para estruturar esse comércio emergente do Amapá.

            A experiência da vinda de migrantes japoneses, que começaram na década de 20 (região do Matapi) e reiniciaram na década de 40 (Macapá), a maioria agricultores, incentivou o Governo a mudar o cenário. A partir da introdução e melhoria de hábitos alimentares da população, pelos japoneses, como o consumo de alface, cheiro-verde, repolho e outros legumes, um fato histórico veio melhorar ainda mais o intercâmbio de mercadorias  desembarcadas no Igarapé das Mulheres, assim como incentivou o produtor rural do Território do Amapá a produzir mais: o aparecimento do Mercado Central de Macapá.

            Assim, os produtos oriundos dos regatões e dos produtores do interior foram abastecendo o novo mercado local, e parte deles era negociada na própria embarcação, com vários atravessadores que compravam “a grosso”, e outra parte levada para o Mercado Central de Macapá, onde era negociada “a varejo”. Assim foi o comércio de Macapá se estruturando, tomando como base o Igarapé das Mulheres.

            O exercício do escambo (troca de mercadorias) por causa da presença rara do papel-moeda, foi aos poucos sendo trocado pelo dinheiro em espécie, principalmente pela “economia do contra-cheque” que foi introduzida inicialmente pelo Governo do Amapá e Prefeitura de Macapá. Mesmo com todos os efeitos econômicos que a capital começou a experimentar, com ajuda direta do Governo Federal, muita coisa não mudou no Igarapé das Mulheres, a não ser seu nome, para Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, com o status de “bairro”. .
  
            Aspecto Religioso

            Com a inauguração da Igreja de Nossa Senhora do Pérpétuo Socorro, e posterior criação da paróquia, os moradores católicos passaram a centralizar, ali, encontros religiosos, com missas e ladainhas em honra à padroeira do local, patrocinadas e celebradas pelos padres do Pime (Pontificio Instituto das Missões). Assim, a força religiosa acendeu, também, certo fascínio. Atualmente a Igreja se transformou em Santuário.

            O nome Perpétuo Socorro foi bastante aceito pela população, ao ponto do vereador Gilson Rocha, na década de 90, ter visto seu projeto de lei engavetado, porque, a população se manifestou contrário à volta do nome Igarapé das Mulheres ao bairro Perpétuo Socorro. Mas parte da chamada “velha Guarda” ainda conserva o antigo nome ao local próximo à orla, sob o arrepio do resto dos moradores, que vê, na expressão, um certo sentido pejorativo.

 Vivência atual

            Atualmente o bairro está em constante desenvolvimento, e já se cogita a transformação da famosa Feira do Perpétuo Socorro num grande centro de compras, tipo um shopping popular. Já existe até mesmo uma maquete eletrônica sobre esse empreendimento do Governo do Estado. A população, que na década de 40 era de menos de 200 moradores, hoje chega a 5 mil famílias somente na parte da orla. Há projetos de saneamentos básicos esperando só a liberação do Governo Federal através do Ministério das Cidades, e de bancos internacionais.

            O comércio, na década de 40, que não tinha mais do que 50 pequenos estabelecimentos comerciais à base de pequenos botecos onde, hoje já dispõe de vários tipos de empreendimento, cerca de 2 mil casas comerciais entre lojas, frigoríficos, escritórios de representação, supermercados, bares, restaurantes e até mesmo hotéis. A interligação da orla de Macapá, do Perpétuo Socorro até o bairro do Araxá, passando pela área mais nobre da cidade, que é a do Trapiche, trouxe muitos benefícios aos moradores,  e ao contrário do que se esperava, o comércio do bairro está em constante ebulição. Um exemplo claro é a sua feira que, famosa em toda cidade, é freqüentada por moradores de vários bairros de Centro e periferia, que vão à busca do peixe fresco e do camarão, produtos obrigatórios.

            Existe uma Unidade Básica de Saúde com plantão 24 horas para atendimento, não somente à população do bairro, mas também ao pessoal do Centro e do Laguinho. Também  seis escolas de ensino fundamental ao segundo grau, do poder público estadual e municipal, suprem a garotada com os primeiros anos de escolaridade. Dois centros comunitários cuidam das domingueiras aos finais de semana. Enfim, o local, que na década de 40 não passava de um misto de balneário e lavanderia natural improvisados, hoje é parada obrigatória para o comércio atacadista e varejista de alimentos.




[1] AMAPÁ, jornal do Governo do Território Federal do Amapá, 26 de outubro de 1964.
[2] TERRITÓRIO FEDERAL DO AMAPÁ, Relatório das atividades do Governo do Território Federal do Amapá, em 1944, apresentado ao Presidente da República. Governo de Janary Nunes. 1946, PP 31-36.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Bairros de Macapá: PEDRINHAS


O bairro abrange uma área de 0,8 km2. Segundo o IBGE (2010), moravam no bairro 4.928 habitantes (2.441 homens para 2.487 mulheres) em 1.058 domicílios particulares.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Bairros de Macapá: PACOVAL


Um dos bairros de Macapá, abrangendo uma área de 1,4 km2. Segundo o IBGE (2010), moravam no bairro 12.216 habitantes (5.860 homens para 6.365 mulheres) em 2.860 domicílios particulares.

            O topônimo é derivado de PACOBAL, que se refere a um tipo de banana, chamada PACOVA. Os primeiros moradores deste bairro populoso foram os nrodestinos, que localizaram-se inicialmente às margens do Lago do Pacoval, onde passaram a praticar a agricultura rudimentar, sendo que alguns tentaram trabalhar com a pecuária.

            No século XVIII, Mendonça Furtado, governador do Pará e fundador de Macapá, mandou abrir um canal no Lago do Pacoval, para o escoamento de suas águas, pois o canal era foco de mosquitos transmissores da malária, que atingia os moradores da então vila de São José de Macapá. As principais vitimas da malária eram os indios. Por sinal, existem no bairro duas áreas que foram usadas como cemitérios. Um está situado no começo da Avenida Piauí e outo às margens do lago.

            O bairro possui várias escolas e igrejas, destacando-se a de Nossa Senhora Aparecida. Ali estão localizados o Terminal de Abastecimento e o Centro Social Asa Aberta.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Bairros de Macapá: NOVO HORIZONTE


Um dos bairros de Macapá, abrangendo uma área de 15,3 km2. Segundo o IBGE, em 2010 moravam no bairro 24.360 habitantes, sendo 11.996 homens para 12.364 mulheres, em 5.782 domicílios particulares.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Bairros de Macapá: NOVO BURITIZAL


Um dos bairros de Macapá, abrangendo uma área de 2,3 km2. Segundo o IBGE, em 2010 moravam no bairro 23.975 habitantes, sendo 11.647 homens para 12.328 mulheres, em 5.584 domicílios particulares.