sexta-feira, 27 de março de 2015

Personalidades do Amapá: JARBAS AMORIM CAVALCANTE

 Jarbas Amorim Cavalcante foi jurista e historiador. Nasceu em Afuá (Pará), em 9 de maio de 1910, e faleceu em Belém, em 16 de maio de 1979. Filho de Antenor Cavalcanti e Maria das Graças Amorim Cavalcanti. Estudou no Colégio Marista de Nossa Senhora de Nazaré (em Belém) e formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Pará, iniciando atividade jurídica em Belém. Em seguida é nomeado promotor público em Muaná, Santarém, Afuá e Breves. Em 1946 chega ao Amapá assumindo o cargo de delegado de policia do município de Amapá. Em 1947 é nomeado juiz de Direito Itinerante, passando a atuar nos municípios do então Território Federal do Amapá. Em 24 de março de 1952 é nomeado Juiz de Direito da Comarca de Mazagão. Em 10 de julho de 1951 toma posse como promotor público da Comarca de Amapá. Em 7

de janeiro de 1952 é transferido da Comarca de Amapá para Mazagão.Em 17 de março de 1961 escreve ao presidente da Republica posicionando-se contra a assinatura do contrato de exploração do manganês entre o Governo do Amapá e a Icomi, em 1947 – nas bases em que foi elaborado, com ocupações de terras de colonos pela empresa mineradora. Na oportunidade, Jarbas recorreu ao presidente da República com carta explicativa, mostrando a ilegalidade e os danos ambientais que adviriam da exploração, mas não foi ouvido.

          Depois de sua aposentadoria, atuou como advogado do ex-governador Janary Nunes. Casou-se com Olga Vernet Cavalcanti, tendo os filhos Antenor, Ana Maria, Simão Luís e José de Arimathéa. Obras publicadas: 1973 – “Fortaleza de S. José de Macapá – Traços históricos” – Imprensa Oficial do Governo do Amapá.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Personagens do Amapá: ALCY ARAÚJO


Alcy Araujo Cavalcante nasceu em Igarapé Açu (Pará), em 7 de janeiro de 1924, e faleceu em Macapá em 22 de abril de 1989. Chega ao Amapá em 1953, depois de trabalhar em vários jornais do Pará por 12 anos, e fixa residência, desenvolvendo intensa atividade artística, cultural e jornalística, com artigos diários em jornais e emissoras de rádio. Em 1953 casa-se com a professora Delzuite Carvalho, tendo quatro filhos (Alcione, Alcinéa, Alcy Filho e Alcilene). Admitido a partir de 1943 no quadro dos funcionários do governo do Amapá, com a função de redator, exerce vários cargos na administração pública. Trabalhou em quase todos os jornais do Amapá, e por longos anos na Rádio Difusora de Macapá, chegando á direção da emissora. Em 12 de maio 1960,é lançada no rio a obra Modernos Poetas do Amapá, com poemas de Alcy Araújo Cavalcante. Em 3 de julho de 1965 lança a obra AUTOGROGRAFIA (Crônicas) em Macapá.
         
          Foi vencedor, em 1969, do I Festival Amapaense da Canção, com a música “Canção Anti-Muro”, em parceria com Nonato Leal. Compôs vários sambas de enredo para a Embaixada de Samba Cidade de Macapá, Maracatu da Favela e outras escolas. Em 1970 divorcia-se da professora Delzuite, e casa-se com Maridalva Rodrigues dos santos, nascendo as filhas Astrid, Aline, Aldina e Adriane. Escreveu: Amapá 1968 (monografia); Amapá, Verde Território da Esperança (crônica); Autogeografia (crônica e poesia); Jardim Clonal (poesia) e Poemas do Homem do Cais  (Poesia).


          Em 18 de abril de 1989 publica seu ultimo texto:”Carta Aberta ao Povo Amapaense”, publicada no jornal Amapá Estado depois da sua morte. Falece em 22 de abril de 1989 , aos 65 anos.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Personagens do Amapá: WILSON CARVALHO



Wilson dos Santos Carvalho nasceu em Belém em 11 de março de 1919. Já não está entre nós, mas deixou grandes exemplos de vida. Numa entrevista concedida a Edgar mim em 22 de março de 1987, publicada no Jornal do Dia, Wilson afirmou que chegou em Macapá em 11 de setembro de 1945, a convite do então governador Janary Nunes, para exercer o cargo de delegado de polícia marítima. Entre as inúmeras atividades que Wilson exerceu, está a de superintendente da Sunab (Superintendência Nacional do Abastecimento), representante do Amapá no Conselho Deliberativo da Borracha, durante o governo de Castelo Branco.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Personagens do Amapá: MARCELO CANDIA



Marcelo Candia foi empresário italiano, viveu em Macapá a partir de 1957. Construtor do Hospital Escola São Camilo e São Luis. Nasceu em Pórtice (Nápoles, Itália) em 27 de julho de 1916, e faleceu em 31 de agosto de 1983. Em 1939 forma-se em Química, e em 1943 em Ciências Biológicas. Em 1946 assume a direção da fábrica do pai, Camilo Candia. Através da amizade com o padre Aristides Piróvano, amadurece seu projeto de ser missionário leigo na Amazônia.          

A primeira viagem a Macapá aconteceu em 1957 mas volta à Itália e resolve vender a industria, transferindo-se definitivamente para Macapá em 1965. Em 25 de janeiro de 1961 lança a pedra fundamental do Hospital São Camilo, que ficou pronto em dezembro de 1970.   Em 1966 trabalha com os hansenianos em Marituba (Pará)


Em 1975 cede o hospital aos camilianos do Brasil. Em 23 de junho de 1995 abre-se no Vaticano o processo pela causa da Beatificação de Marcelo Candia.

terça-feira, 17 de março de 2015

Personagens do Amapá: GABRIEL CAFÉ


Gabriel de Almeida Café foi educador, nasceu em Fortaleza, Capital do Estado do Ceará, no dia 16 de novembro de 1921, e faleceu em 1960. Era filho de Miguel Café e de Honorina de Almeida Café, membros de tradicionais famílias alencarinas. Fez o ginásio no Liceu Cearense. Sempre se devotou a causas humanitárias e cívicas. Este seu interesse pelo próximo valeu-lhe amizades importantes.

Respeitáveis intelectuais cearenses eram constantemente visitados por Gabriel Café, havendo receptiva acolhida da parte deles para um moço interessado em assuntos de alto nível. Frequentava centros cívicos, ciclos de palestras, reuniões, programas lítero-musicais, etc. Aos 15 anos de idade, na Praça do Ferreira, em Fortaleza, na qualidade de locutor de uma amplificadora, proferiu vibrante discurso, dando-a como inaugurada. Casou-se aos 18 anos de idade com Maria Cleide De Holanda Café, com a qual teve 6 filhos, um deles falecido na cidade de Macapá e sepultado no cemitério de N. S. da Conceição. Veio para Macapá a convite do então Capitão Janary Gentil Nunes, ingressando no magistério amapaense, identificando-se perfeitamente com os mestres e estudantes de Macapá. Iniciou sua jornada como docente no Colégio Amapaense onde chegou a assumir a função de Diretor. Foi um dos fundadores do Grêmio Literário e Cívico Rui Barbosa, participando dos trabalhos de soerguimento de sua sede própria que, depois de ser ocupada pelo Campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, foi retomada pelo Governador Jorge Nova da Costa e devolvida ao Grêmio. Gabriel Café ouProfessor Café estava ao lado dos pioneiros que fundaram a Escola Técnica de Comércio do Amapá, integrando sua primeira Diretoria.

Como professor, lecionou Desenho,Matemática, História Geral e do Brasil no Colégio Amapaense e Matemática Comercial na Escola Técnica de Comércio do Amapá, atual Escola Estadual "Gabriel de Almeida Café", em sua homenagem. Era maçom e radialista, produzia e apresentava com o Diógenes Gonçalves da Silva, ilustre médico de Macapá, já falecido, o programa "Confraternização" pela Rádio Difusora de Macapá das 9:00 às 10:00 h., antes do "Clube do Guri", aos domingos. Como radialista chegou a narrar jogos de futebol pelo campeonato da cidade, da Praça da Matriz (Veiga Cabral) e do Estádio Glycério Marques. Formou vibrante trio de locutores com Agostinho Souza e Marcílio Filgueiras Viana. Deixou Macapá para residir em São Paulo, mas continuou a exercer o magistério.

Faleceu na Capital Paulista, em 1960, com 39 anos de idade, de problemas cardíacos. Uma das características mais fortes de Gabriel de Almeida Café era sua maneira de falar: rápido, objetivo e, acima de tudo, sincero. Como maçom e humanitário, ajudava as pessoas necessitadas. Seu programa "Confraternização", na Rádio Difusora de Macapá, era filantrópico e de orientação geral. Residiu algum tempo nas instalações da Loja Maçônica Duque de Caxias, onde funcionou um Curso de Admissão ao Ginásio, mantido pela referida instituição.


(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. I, de Coaracy Barbosa)

domingo, 15 de março de 2015

Personagens: CABRALZINHO


Mais conhecido como Cabralzinho, Francisco Xavier da Veiga Cabral, cognominado de o “Herói do Amapá” nasceu e faleceu em Belém, em 5 de maio de 1861 e 18 de maio de 1905, respectivamente. Filho do senador da Câmara de Belém, Rodrigo da Veiga Cabral, e de Maria Cândida da Costa Cabral, seus pais, não sendo pessoas de posse, lhe proporcionaram uma infância e juventude difíceis. Assim, Cabralzinho dedicou-se ao comércio varejista, tendo dado ao seu estabelecimento comercial o nome de Pacão, alcunha  pela qual ficou também conhecido por algum tempo. Exerceu também as funções de escrivão da Coletoria de Rendas do Estado do Pará e Despachante da Alfândega. Em 1891, aos 30 anos, toma parte de uma revolta popular (11 de junho), que tinha a finalidade de depor o governador do Estado do Pará, capitão-tenente Duarte Haet de Bacelar Pinto Guedes. Mesmo com o apoio da polícia do Estado, a revolta foi sufocada em poucas horas, impondo a Veiga Cabral um exílio ao Amapá, onde foi personagem central um episódio (15 de maio de 1895) decisivo para a incorporação das terras do Amapá, antes contestadas pela França, para o Brasil.

Em 15 de maio de 1895, entra na vila do Espírito Santo do Amapá parte da tripulação da canhoneira Bengali, de bandeira francesa, que cerca de 80 homens, fortemente armados, ao comando, por terra, do capitão-tenente Lunier. Atacada a povoação, Cabralzinho, inicialmente com 14 companheiro, resistindo bravamente, assassinou o capitão francês com a própria pistola do oficial. O encontro entre Cabralzinho e o capitão Lunier foi possível “porque o oficial forçou um velho pescador, de nome Chambica, a mostrar-lhe o brasileiro, que chefiava o local com poderes de presidente de uma corporação chamada de Triunvirato do Amapá, criada em 1844 por ele, Desidério Antonio Coelho, e o cônego Domingos Maltez (Ver Contestado).Num depoimento publicado no jornal Folha do Norte, de 19 de maio de 1905, um dia após sua morte, Cabralzinho narrou:

“Trazia o capitão Lunier preso, um velho pescador de nome Chambica, para que me identificasse. Ao ver aquilo, dirigi-me ao grupo de franceses com a intenção de querer saber o que queriam. Fui simplesmente vestido, fumando um cigarro. O capitão Lunier, ao ver-me, dirigiu-se a mim e deu-me voz de prisão. Lunier empurrou-me e ordenou à sua gente que fizesse fogo sobre mim. Abaixei-me e as balas passaram sem me atingir, ficando cravadas na parede de minha casa. Lunier puxou o revólver mas não lhe dei tempo de atirar. Pulei sobre ele, deitei-o por terra e, de posse de seu revolver, fiz fogo. Matei Lunier, um tenente e um sargento. Os meus amigos não perderam tempo, fizeram nutrido fogo. Esmagados pela superioridade numérica, tiveram os brasileiros que se retirar para o mato. Os franceses voltaram para a canhoneira levando seus mortos, alguns feridos, e o velho Trajano, pivô de todo o episódio” (Ver Contestado).   

Nas vilas de Amapá e Cunani, franceses de Cayenne começaram a impor, em 1894, um regime de governo que passou a dificultar o livre acesso de brasileiros às minas de Calçoene. Em Cunani conseguiram nomear um delegado francês (Trajano Benitez). Os amaparinos da vila do Espírito Santo do Amapá (atual cidade de Amapá), descontentes com a situação de Cunani, e por causa da  nomeação de Eugene Voissien como líder francês do Espírito Santo, resolveram reagir, depondo Vossien em 10 de dezembro de 1894, escolhendo Desiderio Antonio Coelho para substitui-lo. Mas Desidério sugeriu a constituição de um  Triunvirato (governo de três pessoas) para o governo da região contestada do Amapá, abrangendo todo o norte do Amapá até o Araguari.

A população, então, reunida, por influência do engenheiro Antonio Gonçalves Tocantins, resolveu escolher o cônego Domingos Maltez, vigário do local (presidente), Francisco Xavier da Veiga Cabral (1º vice-presidente) e o próprio Desidério Antonio Coelho como 2º vice-presidente. Dos três, o mais decidido foi Cabralzinho, que criou, em seguida, uma organização pára-militar denominada Exército Defensor do Amapá (Ver). Criou as normas do novo sistema de governo, participou das expedições expulsando todos os estrangeiros da região do Amapá.

Em Cunani, Trajano fazia o mesmo em relação aos brasileiros. Em reação às atitudes de Trajano, Cabralzinho envia uma expedição a Cunani, comandada pelo major Félix Antonio de Souza, que consegue prender Trajano e recolhe-lo á cadeia de Amapá.    A atitude de Cabralzinho provoca grande agitação em Cayenne. O governador do local, Mr. Charvein, envia uma expedição militar em um navio de guerra de nome Bengali, sob o comando do capitão Lunier. Esta expedição chegou em 15 de maio de 1895, como vimos antes.

Os invasores franceses, irritados por ter perdido o capitão Lunier, passara a agredir civis incendiando casas e massacrando 38 moradores, entre velhos, mulheres e crianças. Recolheram seus mortos e retornaram a Cayenne, levando prisioneiros o brasileiro João Lopes Pereira, o português Manuel Gomes Branco, bem como Trajano Benítez. À noite, Cabralzinho, fugindo da emboscada dos franceses, retorna à vila e ajuda no enterro das vítimas do massacre.


Casado com dona Altamira Valdomira Vinagre da Veiga Cabral, Cabralzinho deixou três filhos: Maria de Jesus da Conceição, Altamira Cândida e Valdomira Cândida. Faleceu em 18 de maio de 1905, com 44 anos. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Personagens do Amapá: JOSÉ MARIA DE BARROS



O jornalista José Maria de Barros nasceu em Belém em 4 de janeiro de 1929, e faleceu em Macapá, em 9 de fevereiro de 1989. Filho de Arthur Claudino de Barros e Joana de Carvalho Barros. Em 1950 casa-se com Raimunda Ferreira de Barros em 21 de fevereiro, nascendo os filhos José Arthur, Maria de Lourdes, Francisco Jorge e José Maria de Barros Filho. Em 1952 chega a Macapá, em 10 d emaio, com 23 anos, e é admitido no quadro de servidores do Governo do então Território Federal do Amapá, exercendo vários cargos na administração territorial. Em 1981 cola grau em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará (Primeira turma de Jornalismo da instituição). Aposenta-se em 1982 e falece em 1989, aos 62 anos.