terça-feira, 3 de março de 2015

Personagens do Amapá: URIEL SALES ARAÚJO

1956 - Juiz de Direito URIEL SALES DE ARAUJO (À direita, de chapéu branco)

Magistrado paraibano, que atuou em Mazagão, Oiapoque e Amapá como juiz. Nasceu em 4 de dezembro de 1908, em Picui (Paraíba), e faleceu no Morumbi, em S. Paulo, em 20 de maio de 1987.Filho de Tomaz Félix de Araújo, e Izabel Sales de Araújo. Diplomou-se em Ciências Jurídicas em Manaus. Chegou ao Amapá no final de 1946, nomeado pelo Ministério da Justiça Federal para o cargo de Juiz de Direito do então Território do Amapá, assumindo no dia 15. Foi juiz em Mazagão, Oiapoque e Macapá. Visitou todo o interior fazendo parte das comitivas do governador Janary Nunes e do deputado Coaracy Nunes. Filiado à Loja Maçônica Duque de Caxias, chegou a Mestre e Venerável de Honra; participou da fundação do Clube Filatélico de Macapá, recebendo o título de Presidente de Honra. Presidente do  Aero Clube de Macapá. Casado com Anaíde Sales de Araújo, teve os filhos Uriel, Augusto, Dario, Maria Celeste, Gloria Maria, Tomaz Augusto e Olívia Maria. Deixou o Amapá no dia 29 de agosto de 1958. Nomeado juiz de Direito de Brasília em 3 de março de 1960, foi para o Acre nomeado desembargador do Tribunal de Justiça.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Personagens: AUGUSTO ANTUNES


Augusto Trajano de Azevedo Antunes foi um empresário brasileiro, acionista majoritário da Indústria e Comércio de Minréios (Icomi), que se instalou no Amapá na década de 1950. Nasceu em S. Paulo em 29 de setembro de 1906, e faleceu no Rio de Janeiro em 17 de setembro de 1996. Filho de Gabriel Oscar de Azevedo Antunes  e Maria da Conceição Pereira Antunes, casou-se com Sylvia Penteado Antunes e teve dois filhos: Beatriz e Augusto César.

Formou-se em Engenharia Civil e Eletricidade, pela Escola Politécnica de São Paulo. Em 1948 participa de concorrência para o aproveitamento do manganês em Serra do Navio, no então Território Federal do Amapá, constituindo a ICOMI (Indústria e Comércio de Minérios).


Em 1950 funda o Grupo CAEMI (Companhia Auxiliar de Empresas de Mineração), holding que passou a controlar, entre os anos 60 e 80, além da mineração, diversos empreendimentos nos setores de metalurgia, florestamento e comércio internacional. Participou efetivamente da transferência do antigo Projeto Jarí, do milionário Daniel Ludwig, a um agrupo de empresários brasileiros. Faleceu na madrugada de 17 de setembro de 1996, no Rio de Janeiro, com 90 anos.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Personagens do Amapá: RISALVA AMARAL


Risalva Freitas do Amapral. Educadora, nasceu em 5 de abril de 1920,na cidade de São Benedito (Ceará), e faleceu em Macapá, em 13 de janeiro de 2010. Filha de Floro Rodrigues de Freitas e Odilha Aragão de Freitas. Iniciou seus estudos no Colégio das Irmãs Dorotéias e em 1934 foi transferida para a Escola Normal Justiniano de Serpa, depois Instituto de Educação do Ceará, formando-se em Normalista em 14 de dezembro de 1940, dedicando ao magistério toda sua vida. Em 28 de fevereiro de 1953 chega a Macapá, acompanhando o marido, tenente Amaral, destacado pela Aeronáutica para coordenar a construção do campo de pouso do município de Amapá, onde iniciou sua vida no magistério. Em seguida, transfere-se para o Oiapoque, depois para Macapá, onde atuou na Educação durante 30 anos, sendo 28 na sala de aula e dois coordenando assuntos culturais.

Em Macapá, as escolas onde lecionou foram: Alexandre Vaz Tavares, Escola Doméstica (hoje Santina Riolli, antes Ginásio Feminino de Macapá); Colégio Comercial do Amapá (hoje Escola Gabriel Café), Colégio Amapaense (por quase 10 anos), e Coaracy Nunes, aposentando-se em 1982, após trabalhar, por dois anos, com a professora Maria Inerine Pereira, no antigo Departamento de Ação Complementar da Secretaria de Estado da Educação.


Em 24 de abril de 2008,  lançou sua obra “Retalhos de uma Vida”, de poesia e prosa. Faleceu em 2010.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Personagens do Amapá: R. PEIXE



          Raimundo Braga de Almeida, ou melhor, R. PEIXE, foi professor de artes, artista plástico e carnavaleco. Nasceu em São Caetano de Odivelas, região do Salgado, no Pará, em 10 de junho de 1931,  e faleceu em Natal (RN), em 1º de março de 2004. Filho de Manoel Ferreira de Almeida e Eufrázina Braga de Almeida. Possuia o ensino médio. Parou no quarto ano da Escola Nacional de Belas Artes, da Universidade do Rio de Janeiro. Desde cedo pendendo para as artes plásticas, em 1940 participou de um concurso na escola de sua cidade e obteve o primeiro lugar, ao pintar a lapis, o retrato de Pero Vaz de Caminha, o escrivão da frota de Cabral. Na época estava com 9 anos.

            Veio para Macapá em 1953, estimulado por amigos e conterraneos para jogar futebol. Admitido na Olaria Territorial, que pertencia ao Governo do Amapá, pintava motivos marajoaras em ladrilhos, vasos e outras peças. Com o reposicionamento do funcionalismo publico territorial, ganhou estabilidade no quadro permanente de pessoal. Ele se revelou brilhante artista impressionista e abstracionista. Retratou paisagens de Macapá e de pessoas ilustres. Cursou a Escola Nacional de Belas Artes até o quarto ano e sempre dizia que não se arrependia de não ter concluido o curso. Para difundir seus conhecimentos, fundou a Escola de Artes Candido Portinari, atuando como diretor e professor. Ele mantinha a escola, inicialmente, contando com uma pequena ajuda do governo do Territ´ri do Amapá. Depois, a escola foi encampada pelo governo e permanece rendendo bons frutos.



            Entre 1979 a 1980 realizou o curso de atualização de teatro e Educação Artistica, pelo Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Educação do Amapá. Liderou um grupo de artistas locais, levando-os a fundar o Movimento Artistico Popular, Moap. Graças a R. Peixe, quem vem a Macapá por via aerea pode ver um painel fantástico retratando a Doca da Fortaleza, que se encontra no Aeroporto de Macapá.

            O carnaval amapaense recebeu um grande legado de R. Peixe. Desde 1953 ele participou do periodo momesco convivendo com o Falconeri, Cadico e Pereirinha, amigos forjados nas festas de Macapá. Já estava aqui quando foram fundadas as escolas de samba Boemios do Laguinho e Maracatu da Favela. À época, usava-se caixas de madeira cobertas com ouro de cobra, gato e veado. R. Peixe introduziu tambores de metal na escola que fundou, novidade que fez a bateria despontar como a melhor de Macapá. Também é de sua iniciativa a introdução da ala das baianas e das alegorias. Juntamente com o Cadico e o Pereirinhafundou os Embaixadores do Ritmo e nele permaneceu até o momento em que outros brincantes acharam que ele estava “mandando demais”.




            Foi convidado pelo baterista Zé Maria Boca Preta, Zé Velha, Jeconias Araujo e Hermenegildo Brito a fundar outra escola de samba. Às 5 horas da tarde de 17 de fevereiro de 1962 surgiu a Piratas da Batucada, cujos ensaios passaram a ser feitos na sede do Atletico Latitude Zero, graças à intervençaão do Cristiano.  R Peixe também fundou a Embaixada de Samba Cidade de Macapá, a 14 de agosto de 1963, contand com o apoio de seus familiares e as participações da Alice Gorda, do Raimundo Barros e Dona Lulu. A nova escola foi vice-campeã em 1966 e 1967. Em 1997, depois de estar ausente do carnaval havia 16 anos, R. Peixe voltou a desfilar pela Embaixada de Samba Cidade de Macapá.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Personagens do Amapá: PADRE ROGÉRIO ALICINO


Padre italiano do Pime (Pontifício Instituto das Missões). Chegou a Macapá em 7 de abril de 1970. Em 26 de abril de 1970 é pároco da Igreja de Nossa Senhora das Graças, em Oiapoque. Em 14 de abril de 1971 é nomeado vigário da Paróquia de São José de Macapá até fevereiro de 1976.

Em 6 de março de 1976 é nomeado vigário geral do Pime em Roma. Na Itália permanece até 1984. Nesse ano, em 9 de fevereiro é nomeado vigário da Paróquia de N. S. De Fátima, em Macapá.  Em 23 de dezembro de 1984 inaugura, em Macapá, a capela-casa da Comunidade de Santa Inês, na av. Antonio Coelho de Carvalho. A construção foi iniciada pelo padre Vitório Galliani. Em 18 de fevereiro de 1985 é nomeado vigário geral do Pime em Macapá.


Escreveu a obra “Clevelândia do Norte”, uma geo-história sobre a região de Clevelândia, no tempo em que era prisão de presos políticos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Personagens do Amapá: ISAAC MENAHEN ALCOLUMBRE


Isaac Menahem Alcolumbre - 1913 - 1971


Isaac Menahem Alcolumbre foi desportista e empresário em Macapá desde 1941. Nasceu em Belém-PA, no dia 23 de maio de 1913, e faleceu em Belém, em 1971. Filho de Alberto Alcolumbre e de Sarah Brigite Alcolumbre naturais da cidade de Tânger, na Turquia. Emigraram para o Brasil no ano de 1905, fugidos da guerra, estabelecendo-se em Belém do Pará. Isaac tinha estudado nas escolas de Belém e com a idade de 12 anos começou a trabalhar de auxiliar no Serviço Especial de Saúde Pública - SESP como "mata mosquitos", sendo mais tarde transferido para Porto Velho na mesma função.

No ano de 1939, conheceu a jovem Alegria Peres com quem se casou no dia 11 de junho de 1941 e lhe deu os filhos Sarah, Alberto, Salomão, Ana, Menahem, Nissim, José, Sime, Julia, Sonia e Pierry. Em 1941 foram para Macapá e se estabeleceram no comércio de troca de gêneros alimentícios por ouro, pele de animais, óleos vegetais e látex de seringueira. O comércio foi crescendo e deram o nome de "Casa Fé em Deus".

Com o advento do Território do Amapá, Isaac Alcolumbre passou a ser o fornecedor do governo e a atender os funcionários, anotando as compras nas cadernetas. Por diversas vezes o Governo Federal atrasou a remessa de recursos, e Isaac cedia ao Capitão Janary as importâncias de que necessitava para fazer o pagamento de pessoal com um simples bilhete ou um pedido verbal.

Gostava de jogar futebol e fez parte da equipe do Panair Esporte Clube, formada pelos funcionários da empresa de aviação Panair do Brasil S/A. Quando estourou a guerra entre os países aliados contra a Alemanha, a empresa foi extinta e os jogadores se reuniram sob a presidência do Sr. Emanuel Tarcillo Duarte de Moraes no dia 18 de julho de 1942 e, mudaram o nome para Esporte Clube Macapá, cujo time de futebol era composto dos seguintes atletas: Isaac Alcolumbre, Brasil e Lacinho; Humberto Dias Santos, Edilson Olvieira e José Maria Chaves; Cláudio Jucá, Ubiracy Picanço, Pintor, Herundino dos Espírito Santo e Manoel Oliveira.

Isaac era um homem simples, apesar de ter sido manchete da revista "O Cruzeiro" com a reportagem intitulada "O Rei do Ouro". Gostava de andar de chinelos, camisa aberta ao peito, cumprimentando sorridente quem passava por perto. Adorava jogar bilharito no ''Café Continental", deixando D. Alegria comandando o comércio. Seu falecimento ocorreu em Belém, em 1971, durante uma intervenção cirúrgica, para tristeza da família enlutada e do grande número de amigos que conquistou.


BARBOSA, Coaracy. Personagens Ilustres do Amapá Vol. 1, 1997, Macapá-AP.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Personagens: FREI CRISTÓVÃO DE ACUÑA



Frei Cristóvão de Acuña (1597-1676) foi um escritor espanhol e missionário, que acompanhou o capitão Pedro Teixeira em sua famosa incursão, conhecida historicamente como A Conquista  do Amazonas.  Nasceu em Burgos em 1597, e faleceu em Lima, no Peru, em 1676. Oito anos após ingressar na Companhia de Jesus, foi nomeado para vice-provincial. Em 1634 é transferido para o Equador, fundando ali, o colégio de Cuena. Acompanhou Pedro Teixeira em 1639, estudando o rio Amazonas. Fruto desse trabalho, publicou em 1641, em Madri, a obra O Novo Descobrimento do Grande Rio das Amazonas.

Era irmão de Juan Vasquez de Acuña, Cavaleiro do Hábito de Calatrava, alto servidor do vice-rei do Peru e corregedor real na cidade de Quito. Homem rico, Juan Vasquez dispunha-se a acompanhar a expedição de Pedro Teixeira na descida do Amazonas, para tanto oferecendo seu patrimônio a fim de custear soldos, compra de víveres, armas e munições. Teve, no entanto, seu oferecimento recusado mas, em compensação, foi indicado o irmão, Cristóvão, que também havia demonstrado vivo interesse em receber o encargo de relatar a longa jornada. Seu colega Artieda, professor de Teologia no Colégio de Quito, seria o companheiro de jornada.

Nos dez anos de exploração, o padre Acuña mostrou-se um pesquisador atento e minucioso. Fiel seguidor de sua ordem religiosa, foi um observador atilado, sensível às peculiaridades culturais das populações com as quais entrava em contato, à flora que o deslumbrava, às particularidades da região e  de seus habitantes no tocante aos costumes, à organização social e às possibilidades de aproveitamento das exuberantes riquezas de uma natureza pródiga. Não deixou de mencionar, com otimismo excessivo que na região seriam altamente recomendáveis os cultivos de cana-de-açucar e do trigo.
Regressou ao Pará e à região do Amapá em dezembro de 1639, após dez anos da partida de Quito. Somente em março do ano seguinte (1640), os dois jesuítas (ele e Artieda) rumaram do Pará para Madrid. Artieda retornou a Quito em 1642, mas Acuña somente em 1645 regressa a Lima, onde falece anos depois.


          Em 1641, Cristóvão de Acuña publica a obra Novo Descobrimento do Grande Rio das Amazonas onde relata os momentos mais interessantes da viagem que fizera com Pedro Teixeira.Na ora, Acuña afirma, ao se referir às terras do Amapá: “As terras da Capitania do Cabo do Norte, além de serem elas só maiores que toda a Europa junta, e haver nelas muitas noticias de minas, têm pela maior parte o solo mais fértil e para dar maiores proveitos e melhores frutos do que quantas há neste imenso rio das Amazonas”.